Alterações Climáticas
O compromisso assumido no Acordo de Paris, em 2015, prevê esforços para limitar o aquecimento da temperatura (relativamente aos valores de 1990) bem abaixo dos 2oC (o objetivo é que seja limitado a 1,5oC), de modo a reduzir os riscos e impactes das alterações climáticas.
Em linha com este objetivo e através do Quadro de Ação relativo ao Clima e à Energia, a União Europeia comprometeu-se a reduzir 20% das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) até 2020 – e pelo menos 40% até 2030 –, face aos níveis registados em 1990. O Roteiro da UE de Transição para uma Economia Hipocarbónica competitiva em 2050 define uma meta de 80% de redução das emissões de GEE a longo prazo.
Alguns resultados de estudos têm vindo a mostrar que os modelos podem estar a subestimar o aquecimento estimado para 2100 e que as temperaturas poderão atingir um aumento de 3-5ºC. Estes são valores acima do limite de 2oC estabelecido, muito embora existam meios económicos e tecnológicos para limitar este aumento a 1,5oC. Existem evidências que mostram que temos apenas 5% de probabilidades de limitar o aquecimento a 2oC e um relatório da EU mostrou que o cumprimento dos acordos atuais ficaria aquém, atingindo-se um aumento de cerca de 3oC.
Alterações Climáticas
Durante os últimos 25 anos, as florestas removeram cerca de um quarto das emissões anuais globais de dióxido de carbono, ajudando, assim, a mitigar os efeitos das alterações climáticas recentes. Em Portugal, o contributo das florestas como sumidouro de carbono tem vindo a diminuir nos últimos 10 anos.
Alterações Climáticas
As florestas são os ecossistemas terrestres com maior capacidade de sequestro de carbono, retendo-o nos seus produtos, que podem substituir materiais e energia de origem fóssil. Plantar e cuidar da floresta são ações prementes para mitigar os impactes do aquecimento global decorrente das alterações climáticas.
Alterações Climáticas
Apesar do contributo da floresta como sumidouro de carbono ser positivo em muitos países, incluindo em Portugal (na maioria dos anos), o saldo entre gases com efeito de estufa emitidos e retidos está longe da neutralidade. Esta realidade tem acelerado as alterações climáticas em Portugal e no mundo, com impactes também para as florestas.