Tema
As novas doenças não afetam só os seres humanos. As plantas também se deparam com organismos recém-chegados, que ameaçam a saúde e vida de centenas de espécies, com consequências negativas para o equilíbrio dos ecossistemas e graves perdas para a produção florestal e agrícola.
As florestas ribeirinhas são importantes sumidouros de carbono na mitigação dos efeitos das alterações climáticas. Um trabalho do Centro de Estudos Florestais, do Instituto Superior de Agronomia, concluiu que os ecossistemas ribeirinhos armazenam quantidades de carbono comparáveis às das florestas de produção portuguesas.
Característica dos ecossistemas mediterrânicos e plantada nesta vasta região desde tempos remotos, a alfarrobeira (Ceratonia síliqua L.) está atualmente presente num conjunto mais alargado de países de verões quentes e invernos pouco rigorosos, como os EUA (Califórnia), a Austrália e a África do Sul.
Décadas de ensaios sugerem que o aumento previsto de dióxido de carbono para o final do século XXI vai promover a produtividade das plantas e a sua capacidade de sequestro de carbono. Caso as previsões se confirmem, quais os limites deste efeito, considerando os recursos naturais?
Aumentar a área florestal, promover a resiliência da floresta e utilizar mais produtos lenhosos que, depois de transformados, continuam a armazenar carbono, são três pontos centrais para fazer da floresta um sumidouro mais eficiente dos gases com efeito de estufa (GEE) em contexto de emergência climática.