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Alterações Climáticas

Quais são os efeitos globais das alterações climáticas que já se fazem sentir?

O aumento da temperatura, do número e dimensão dos fogos e da frequência de secas, cheias e furacões são exemplos de efeitos que se têm intensificado um pouco por todo o mundo.

– Temperatura: segundo a Agência Europeia do Ambiente, em termos globais, o período 2009 – 2018 foi o mais quente desde que há registos, com temperaturas médias anuais na superfície terrestre (terra e oceano) entre 0,91°C a 0,96°C mais elevadas do que no período pré industrial. Dos 18 anos mais quentes em registo, 17 ocorreram desde 2000. O ano de 2018 foi o quarto ano mais quente a nível mundial, atrás de 2016, 2015 e 2017. Na Europa, as temperaturas médias anuais foram ainda mais elevadas face à época pré-industrial: entre 1,6°C e 1,7°C superiores, tendo o ano de 2018 sido um dos três mais quentes em registo.

– Oceanos: o nível médio da água do mar aumentou cerca de 19 cm entre 1901 e 2010 (perto de 0,17 milímetros por ano, em média). No entanto, desde que o registo começou a ser feito com altimetria por radar, em 1993, o oceano subiu em média 3,2 mm por ano até 2018, com algumas regiões a registar aumentos anuais de 8 mm. Entre 2014 e 2018, a subida média anual foi ainda mais acentuada: 4,8 milímetros.

– Pragas e doenças: os ataques de pragas e doenças têm-se tornado mais frequentes e danosos. Por exemplo, a expansão do besouro de pinheiro-das-montanhas (Dendroctonus ponderosae Hopkins) no Canadá desde 1990 tem destruído vastas áreas de Pinus contorta (uma espécie de pinheiro presente no Canadá e Estados Unidos da América) na floresta boreal. Estima-se que, até 2017, se tenha perdido cerca de 58% (752 milhões de metros cúbicos) do total de volume de madeira de pinho por causa desta praga.

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